sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Torpedos no Celular


Torpedos no Celular

Fico esperando o sonoro “pim-pim”.  Passei o dia todo assim.
Lendo você em frases curtas, chegadas em torpedos rápidos.
Encantando-me com a surpresa de não conseguir te decifrar ou concluir o que pode estar acontecendo com você, comigo ou, entre nós.
E assim, entre torpedos, te tenho aos poucos. Me dou aos poucos.
Ainda, sem o teu gosto, invento teu toque dos cabelos às pontas dos dedos.
Nossos encontros, até então, carregados de mistérios e palavras engasgadas, domaram a minha impaciência. Dos olhares disfarçados e da breve e repentina aproximação, nascem certezas. Quero uma, duas, três, mil doses de você... Em torpedos, em palavras, em gestos, em toques, em beijos e abraços.
E entre declarações inesperadas,  embalo meus sonhos e me toco...
E me volto. Me controlo, me equilibro, me disfarço e me desfaço até acreditar que meus sentimentos se enganam.
Não me dou o direito de me meter na tua vida e te criar confusões.
Tenho aqui comigo, todas as minhas. E delas eu cuido, me resolvo. Me salvo.
E, depois de passar um dia todo com você tão perto e tão presente em meus pensamentos, sonhos e até planos futuros. Deleto os torpedos e te apago em mim.
Mantemos distância. Será melhor assim.
Débora Andrade

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